A maioria dos bebés que nasceram nos hospitais aderentes ao projecto Nascer Cidadão foi registada imediatamente na instituição. De acordo com dados divulgados pelo secretário de Estado da Justiça de Portugal, os bebés registados através do projecto representam 70% do total.
A revelação foi feita por João Tiago Silveira na apresentação da iniciativa no Hospital de Santa Maria , em Lisboa, uma das mais recentes instituições a aderir ao projecto, que permite aos pais de um recém-nascido registarem o filho no local de nascimento. Também presente na cerimónia esteve a secretária de Estado Adjunta da Saúde, Cármen Pignatelli, que defendeu que o projecto pode prevenir situações de risco para os menores.
Para a responsável «a falta de registo civil constitui um factor determinante na exclusão social». Em declarações à imprensa Cármen Pignatelli concluiu que «que um dos factores de risco tem a ver com a ausência do registo civil, porque as crianças se tornam inexistentes nos serviços de saúde e nos serviços de protecção social».
Os governantes aproveitaram para realçar que o Hospital de Faro é o «bom exemplo» das instituições aderentes, pois 85 por cento dos recém-nascidos nessa unidade foram logo registadas. A partir de Setembro, para além de inscritos no registo civil, os bebés nascidos vão poder ser inscritos automaticamente no Serviço Nacional de Saúde e na Segurança.