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Os primeiros anos de crescimento do seu filho são uma constante descoberta. Os primeiros sorrisos, os primeiros passos, bem como as primeiras palavras são momentos de grande excitação e felicidade. O balbuciar do bebé pode proporcionar momentos graciosos à família, mas preste muita atenção aos primeiros anos do seu filho pois esta fase é muito importante para também ele “aprender a ouvir bem”. O Processamento Auditivo Central (PAC) é um sistema que tem a ver com os processos envolvidos na detecção e interpretação dos sons e desenvolve-se nos primeiros 13 anos de vida da criança. Ou seja, o PAC consiste em ouvir e entender o que se ouviu. Deste modo, uma disfunção neste sistema auditivo compromete a identificação e compreensão dos sons que rodeiam a criança, impedindo-a de usar plenamente as suas competências auditivas. A Perturbação do Processamento Auditivo (PPA) surge, geralmente, por falta de estímulos sonoros durante a infância. Uma vez que as estruturas que analisam e interpretam os sons desenvolvem-se até aos 13 anos, até a esta idade as palavras, as notas musicais e os ruídos ensinam, progressivamente, a criança a lidar com os sons. Deste modo a prevenção pode e deve ser feita pelos pais desde cedo. Nos primeiros anos, fase de maturação das vias auditivas, é importante:
• Falar pausadamente com a criança
• Articular bem as palavras
• Utilizar frases curtas e bem construídas
• Dizer uma coisa de cada vez
• Quando o seu filho fizer uma pergunta, responda sempre;
• Adicione sempre novas informações e vocabulário à fala do seu filho
E uma vez que os processos de linguagem desenvolvem-se ao mesmo tempo que os da audição, a fala da criança é prejudicada perante uma disfunção auditiva deste tipo. Por consequência, a leitura e a escrita acabam por ser também afectadas. Assim, uma criança pode ter dificuldades em falar bem se não souber lidar com os sons. E por isso, é fundamental prestar atenção aos sinais. Um dos principais sintomas tem a ver com a dificuldade em manter a concentração num local muito ruidoso. No entanto, uma criança com PPA também é muito distraída, reage mal a sons intensos, tem dificuldade em
localizar e perceber os sons, em pronunciar o “r” e o “l” e troca muito as letras na escrita. Sendo ainda pouco conhecida, esta disfunção é facilmente confundida falta de inteligência, ou problemas de aprendizagem ou de comportamento.
Para uma criança com PPA, o mundo é uma confusão de sons pois não consegue filtrá-los e descodificá-los. O seu ouvido percebe o som, o cérebro apenas não sabe como lidar com ele.
2 de Junho de 2010
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